Governo do Distrito Federal
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22/12/15 às 14h28 - Atualizado em 29/10/18 às 10h45

Taxa de desemprego permanece estável no DF

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Dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), de novembro, mostram que a taxa de desemprego total permaneceu estável na passagem de outubro para novembro de 2015. Segundo suas componentes, as taxas de desemprego também registraram estabilidade. No mês em análise, o nível de ocupação aumentou 0,9% e o contingente de ocupados foi estimado em 1 milhão e 303 mil pessoas, 12 mil a mais do que no mês anterior.

Estes são os principais números da PED-DF divulgada hoje (22/12) pela Secretaria de Estado do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos do Distrito Federal, CODEPLAN e DIEESE – Departamento Intersindical de Estudos e Estatística Sócio-Econômicos. 
Outros números importantes da PED estão abaixo em 12 pontos. E o documento completo pode ser encontrado no site www.trabalho.df.gov.br.

Participaram da coletiva de imprensa, o secretário adjunto do Trabalho, Thiago Jarjour, o presidente da Codeplan, Lucio Rennó, a coordenadora da PED-DE, Adalgiza Amaral, e o supervisor do Dieese-DF, Max Almeida.


12 pontos


1. As informações da Pesquisa de Emprego e Desemprego no Distrito Federal – PED-DF, realizada pela Secretaria de Estado do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos do Distrito Federal, CODEPLAN, DIEESE, em parceria com a Fundação SEADE, mostram que a taxa de desemprego total permaneceu estável em 15,1% na passagem de outubro para novembro de 2015. Segundo suas componentes, as taxas de desemprego aberto e oculto, também registraram estabilidade ficando em 11,8% e 3,3%, respectivamente (Gráfico 1).

2. Em novembro, o contingente de desempregados foi estimado em 231 mil pessoas, 1 mil a mais do que no mês anterior. Essa relativa estabilidade decorreu do crescimento da População Economicamente Ativa – PEA (13 mil) em intensidade semelhante à do aumento do contingente de ocupados (12 mil) (Tabela 1). A taxa de participação – indicador que estabelece a proporção de pessoas com 10 anos e mais presentes no mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas – aumentou de 60,6% para 61,0%, no período em análise (Tabela 1 – anexo).

3. Entre outubro e novembro de 2015, as informações referentes aos grupos de Regiões Administrativas segundo nível de renda, mostram que a taxa de desemprego do Grupo 1, que reúne as regiões de renda mais alta, diminuiu (de 7,4% para 6,9%). A do Grupo 2, das regiões de renda intermediária, permaneceu em relativa estabilidade (de 12,5% para 12,4%) e a do Grupo 3, das regiões de renda mais baixa (18,2%), não se alterou (Gráfico 2).

4. No mês em análise, o nível de ocupação aumentou 0,9% e o contingente de ocupados foi estimado em 1.303 mil pessoas, 12 mil a mais do que no mês anterior. Setorialmente, esse resultado decorreu do aumento nos Serviços (2,0%, ou 18 mil), redução na Construção (-6,8%, ou -5 mil); relativa estabilidade na Indústria de Transformação (2,4%, ou 1 mil) e estabilidade no Comércio (Tabela 2).

5. Segundo posição na ocupação, em novembro, o número de assalariados praticamente não se alterou (0,1%), resultado da estabilidade no setor privado e do ligeiro aumento no setor público (0,7%). No setor privado, houve redução do assalariamento com carteira de trabalho assinada (- 1,0%, ou -6 mil) e crescimento do sem carteira (5,1%, ou 5 mil). Verificou-se variação positiva no número de empregados domésticos (5,1% ou 4 mil), de autônomos (1,3%, ou 2 mil) e para os classificados nas demais posições (4,3%, ou 5 mil) (Tabela 3).

6. Entre setembro e outubro de 2015, o rendimento médio real registrou ligeira redução para os ocupados (-0,5%) e assalariados (-0,6%), passando a equivaler a R$ 2.864 e R$ 2.888, respectivamente (Tabela 4). O rendimento médio real dos trabalhadores autônomos elevou-se em 3,4%, passando a corresponder a R$ 1.918. 
7. No período analisado, a massa de rendimentos reais apresentou redução tanto para os ocupados (-1,9%) quanto para os assalariados (-1,4%). Em ambas as situações, esse resultado decorreu do decréscimo do nível de ocupação e do rendimento médio real. (Tabela 12 – B, anexo).
8. Entre novembro de 2014 e novembro de 2015, a taxa de desemprego total aumentou, ao passar de 12,2%, para 15,1%. Segundo as suas componentes, a taxa de desemprego aberto passou de 8,9% para 11,8% e a de desemprego oculto permaneceu estável em 3,3%.

9. Em termos absolutos, o contingente de desempregados aumentou em 48 mil pessoas, resultado do desempenho negativo do nível de ocupação (eliminação de 16 mil postos de trabalho, ou -1,2%) e do crescimento da força de trabalho no Distrito Federal (entrada de 31 mil pessoas no mercado de trabalho, ou 2,1%) (Tabela 1). A taxa de participação reduziu-se de 61,3% para 61,0%, no período em análise.

10. Em relação a novembro do ano passado, o nível de ocupação diminuiu 1,2%. Tal desempenho decorreu de reduções na Indústria de Transformação (-12,2% ou -6 mil) e na Construção (-15,9% ou -13 mil), da relativa estabilidade nos Serviços (-0,1% ou -1 mil) e do aumento no Comércio (2,5% ou 6 mil) (Tabela 2).

11. Segundo posição na ocupação, decresceu o número de assalariados (-3,5% ou -34 mil), resultado de reduções no setor privado (-2,2%) e, principalmente, no setor público (-6,6%) (Tabela 6 – B, anexo). No setor privado reduziram-se o assalariamento com carteira assinada (-2,4%) e sem carteira assinada (-1,0%). Elevou-se o contingente dos ocupados nas demais posições (16,5%) e o de empregados domésticos (2,5%) e reduziu-se o de autônomos (-0,6%) (Tabela 3).

12. Entre outubro de 2014 e 2015, o rendimento médio real reduziu entre os ocupados (-0,6%) e, principalmente, entre os assalariados (-5,0%) (Tabela 4).



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