Governo do Distrito Federal
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3/03/15 às 17h57 - Atualizado em 29/10/18 às 10h45

Secretário do Trabalho e do Empreendedorismo na TV Globo

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As novas regras para o seguro-desemprego já estão valendo. Agora, para receber o benefício pela primeira vez o trabalhador que for demitido vai ter que comprovar que ficou pelo menos um ano e meio no emprego.

O cartaz informa: o agendamento pela internet facilita a vida de quem vai dar entrada no seguro-desemprego. Mas hoje a fila no prédio do Ministério do Trabalho, no centro do Rio de Janeiro, testou a paciência de quem foi pedir o benefício ou tirar carteira de trabalho.

Muitos reclamaram que o atendimento pela internet na página do Ministério não funcionava.  Por isso foram pessoalmente ao local.

O secretário de Trabalho do Distrito Federal, Georges Michael Sobrinho, explicou que não é preciso correria por causa das novas regras do seguro-desemprego. O que vale não é o dia em que a pessoa pede o benefício, mas sim a data da demissão, registrada na carteira.

“Os que foram demitidos até o dia 27 estão protegidos pelas regras antigas. Não precisa se preocupar”, explica o Secretario de Trabalho do Distrito Federal, Georges Michael Sobrinho.

Já os demitidos depois do dia 28 de fevereiro, vão ter mais dificuldade para receber o benefício. Pela regra antiga, o trabalhador tinha direito ao seguro-desemprego depois de seis meses com a carteira assinada. Agora, para dar entrada, pela primeira vez, ele precisa ter trabalhado pelo menos 18 meses. Na segunda solicitação do seguro-desemprego, o prazo mínimo cai para 12 meses, e na terceira vez, cai para seis meses.

O trabalhador tem direito a receber de três a cinco parcelas. A quantidade depende do tempo de carteira assinada e também do numero de vezes que ele já conseguiu o benefício.

As mudanças para a concessão do seguro-desemprego já estão valendo, mas também precisam ser confirmadas pelo Congresso Nacional, que tem até o dia dois de abril para votar as alterações na lei.

A professora Bruna Silva Lima foi demitida há um mês e meio e não vai ser prejudicada pela nova regra. Ela vai receber quatro parcelas de pouco mais de R$ 1 mil.

“Vou usar esse dinheiro para estudar, para melhorar e procurar um emprego melhor. Não acho que esse seguro desemprego que a gente tem que tirar pra se aproveitar da situação”, diz.

A arquiteta Andrea Alcântara, que é arquiteta, pensa do mesmo jeito. Ela vai receber cinco parcelas do benefício. Mas já está correndo atrás de um novo emprego: “De jeito nenhum ficar dependendo de seguro-desemprego. Eu quero arrumar um emprego mais rápido possível”, fala Andrea.

O Ministério do Trabalho informou que o sistema de agendamento pela internet no Rio de Janeiro está sobrecarregado por causa da greve dos funcionários do Poupatempo e do Sine, o Sistema Nacional de Emprego.

O Ministério afirma que está negociando com o governo do Rio de Janeiro para tentar solucionar o problema e estão valendo também novas regras para os benefícios de pensão por morte e auxílio-doença.

E estão valendo também novas regras para os benefícios de pensão por morte e auxílio-doença.  Para quem já recebe a pensão por morte não muda nada. Mas a partir de agora, as exigências para a concessão dos benefícios vão aumentar.


FONTE: SITE G1.GLOBO.COM (JORNAL HOJE)


 

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