Governo do Distrito Federal
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30/06/20 às 17h21 - Atualizado em 30/06/20 às 17h24

Pesquisa de Emprego e Desemprego

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Nesta terça-feira, 30/06,  por vídeo conferência foi divulgada a Pesquisa de Emprego e Desemprego no Distrito Federal – PED-DF, realizada pela CODEPLAN e DIEESE, e que apresentou estatisticamente dados do emprego e desemprego, referentes ao mês de maio .

Segundo a pesquisa, a taxa de desemprego total aumentou, ao passar de 20,7% para 21,3%, entre abril e maio de 2020, e o contingente de desempregados ficou estável em 333 mil pessoas, resultado da redução do nível de ocupação, praticamente idêntica à redução da População Economicamente Ativa – PEA (menos 48 mil pessoas saíram do mercado de trabalho da região).

Tendo em vista, maio de 2019, o número de desempregados no Distrito Federal aumentou em 18 mil pessoas, resultado da redução do nível de ocupação (menos 78 mil ocupados) em número superior ao decréscimo da População Economicamente Ativa – PEA (menos 60 mil pessoas).

A taxa de participação, que é a proporção de pessoas com 14 anos mais incorporadas ao mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas, passou de 65,0% para 62,9% da População em Idade Ativa – PIA, entre abril e maio de 2020. Além disso, a taxa de desemprego aberto variou 17,3% para 17,2% e a de desemprego oculto aumentou de 3,4% para 4,1%.

Nesse sentido, o nível de ocupação diminuiu (-3,7%, ou -47 mil) e o contingente de ocupados foi estimado em 1.228 mil pessoas. Setorialmente, esse resultado decorreu de reduções no Serviços (-3,8%, ou -36 mil), na Construção (-12,1%, ou -7 mil) e no Comércio (-1,4%, ou -3 mil), enquanto quase não variou, em termos absolutos, o contingente na Indústria de Transformação (2,3%, ou 1 mil). A Administração Pública, por sua vez, diminuiu (-1,1%, ou -2 mil), no período em análise.

Houve, também, redução no contingente de assalariados do setor privado (-5,2%, ou -30 mil) e no setor público (-3,0%, ou -9 mil). No setor privado, o assalariamento com carteira de trabalho assinada (-4,3%, ou -21 mil) e dos sem carteira (-10,7%, ou -9 mil) também reduziu. Verificou-se, ainda, decréscimos entre os trabalhadores autônomos (-4,7%, ou -10 mil) e quase não variou, em termos absolutos, o número de empregados domésticos (-1,2%, ou -1 mil).

Por outro lado, houve acréscimo entre os classificados nas demais posições, onde estão incluídos os empregadores, donos de negócio familiar, trabalhadores familiares sem remuneração, profissionais liberais e outras posições ocupacionais (4,1%, ou 4 mil).

Outro ponto observado foi que, entre março e abril de 2020, diminuíram os rendimentos médios reais de ocupados (-0,6%), de assalariados (-0,8%) e dos autônomos (-7,9%), os quais passaram a equivaler a R$ 3.628, R$ 4.109 e R$ 1.820, respectivamente.

Entre os assalariados, diminuiu a remuneração média no setor privado (-4,4%) e aumentou no setor público (2,0%). No setor privado, reduziu o rendimento médio dos empregados com carteira assinada (-4,4%).