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Terça, 07 Março 2017

Governo divulga pesquisa sobre participação feminina no mercado de trabalho

Dados constam de pesquisa especial para marcar Dia Internacional da Mulher


 

A taxa de participação feminina no mercado de trabalho cresceu de 58,2% em 2015 para 59,1% em 2016, de acordo com pesquisa divulgada nesta terça-feira (7) pela Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, em parceria com a Companhia de Planejamento (Codeplan) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O levantamento é uma das diversas ações do governo de Brasília para marcar o Dia Internacional da Mulher, celebrado amanhã (8).

A secretária adjunta de Políticas para Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Raissa Rossiter, em divulgação da pesquisa, na Casa da Mulher Brasileira

 

 

Conforme parâmetros da Codeplan, as estatísticas se baseiam em mulheres com idade de 14 anos ou mais, em situação de ocupadas ou desempregadas. O recorte é feito em cima das Pesquisas de Emprego e Desemprego no DF.

O aumento na taxa de participação foi mais intenso entre jovens de 16 a 24 anos (3,2%), entre as responsáveis pela família (3,1%) e entre as mulheres negras (1,8%). “Normalmente, as mulheres demoram mais para se inserir no mercado de trabalho. Elas estudam mais e se capacitam para a função. No entanto, com o aumento da taxa de desemprego e da perda de rendimento das famílias, as mulheres, em especial as mais jovens, vão para o mercado”, explica a coordenadora do Dieese, Adalgisa Lara.

Investir na melhor capacitação desse perfil de trabalhadoras é fundamental para que elas tenham acesso a melhores postos de trabalho, de acordo com a secretária adjunta de Políticas para Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Raissa Rossiter. “Temos de assegurar a educação das jovens negras para que elas cheguem aos postos de trabalho que exigem melhor qualificação”, disse.

As mulheres estão, principalmente, no setor privado, com carteira de trabalho assinada: 40,5%. No setor público, o número também é relevante, de 23,2%

A pesquisa mostra informações ainda preocupantes. Mesmo com maior taxa de escolaridade que os homens — 36,2% delas têm ensino superior completo, contra 30,5% deles —, as mulheres ganham menos: os rendimentos das trabalhadoras representam 79,6% dos rendimentos dos homens.

O número de mulheres ocupadas a cada mil pessoas foi, em 2016, de 612, enquanto no ano anterior o número havia sido de 620. Isso se deve, segundo a pesquisa, a uma redução de 8 mil postos de trabalho e à inserção de 30 mil mulheres no mercado. A taxa de desemprego cresceu de 15,3% para 19,7%.

Também aumentou a média de tempo de procura por emprego de 42 para 47 semanas, enquanto no caso dos homens saltou de 34 para 40. Isso por a mulher se candidatar a vagas mais perto de casa e que permitam conciliar emprego e responsabilidades domésticas. “É uma questão de desigualdade na divisão das tarefas dentro de casa. A mulher ainda é a responsável por tomar a frente nos cuidados com os filhos”, ressalta Adalgisa.

A área de serviços ainda é a que mais agrega mulheres. Das ocupadas, 80,6% atuam no setor, enquanto 15,1% estão no comércio.

As mulheres estão inseridas, principalmente, no setor privado, com carteira de trabalho assinada: 40,5%. No setor público, o número também é relevante, de 23,2%. Domésticas e autônomas representam 12,2% e 10,1%, respectivamente.

Investir em áreas em que a mulher tem mais facilidade de inserção é importante para melhorar a condição das trabalhadoras e também pode colaborar para a superação da crise econômica, acredita o presidente da Codeplan, Lucio Rennó. “Em 2015, os setores da economia que mais empregaram foram os propensos à inserção da mulher no mercado de trabalho, como saúde e educação”, disse. Segundo ele, apesar de a desigualdade ter arrefecido nesse contexto de crise, porque os homens perderam mais que as mulheres, é possível orientar o desenvolvimento econômico para essas áreas. “Aí, sim, teremos redução positiva da desigualdade”, argumentou.

A diminuição gradativa da desigualdade de gênero tende a permanecer, de acordo com o secretário adjunto do Trabalho, Thiago Jarjour. “A cada ano que passa, as desigualdades entre gêneros vêm diminuindo. As mulheres estão conseguindo uma maior inserção no mercado, e a gente acredita que esse é um caminho otimista”, disse.

Edição: Marina Mercante

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