Governo do Distrito Federal
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24/02/16 às 20h49 - Atualizado em 29/10/18 às 10h45

Indústria de transformação ganha 4 mil postos de trabalho no DF

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Por outro lado, houve queda na construção civil e no comércio, o que levou ao aumento da taxa de desemprego de 15,4% em dezembro para 16,6% em janeiro

Rafael Alves, da Agência Brasília


 

Atualizado em 24 de fevereiro de 2016, às 13h06

A indústria de transformação, que compreende atividades de modificação de matéria-prima para a obtenção de produtos novos, teve aumento de 4 mil empregados (9,8%) na capital do País em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2015, passando de 41 mil para 45 mil. Em contrapartida, no mesmo período, a taxa de desemprego total em Brasília cresceu de 15,4% para 16,6%. Os dados constam da Pesquisa de Emprego e Desemprego no Distrito Federal (PED-DF) do primeiro mês do ano, divulgada na manhã desta quarta-feira (24).

O contingente de desempregados em janeiro foi estimado em 257 mil pessoas, 20 mil a mais que no mês anterior. Esse resultado deve-se à eliminação de 6 mil postos diversos de trabalho e ao aumento da população economicamente ativa — 15 mil pessoas entraram na força de trabalho da capital.

Para o secretário-adjunto do Trabalho, Thiago Jarjour, os números são reflexo da atual crise financeira enfrentada pelo Brasil. “Além disso, historicamente o primeiro trimestre do ano apresenta redução nos postos de trabalho e aumento do desemprego”, justifica. “Estamos nos reunindo frequentemente com o setor produtivo para traçar estratégias e buscar soluções.”

Quanto à indústria de transformação, setores de fabricação de bebidas e de alimentos industrializados foram os que tiveram mais contratações na capital federal, acompanhados do ramo de vestuário. A construção civil foi a área que teve maior queda na quantidade de empregados (-7,4%), seguida do comércio (-3,2%). O setor de serviço apresentou relativa estabilidade, com acréscimo de 0,1%.

Regiões
Se comparados os meses de dezembro de 2015 e janeiro de 2016, houve aumento do desemprego de 7,1% para 7,8% no grupo das regiões de renda mais alta, como os Lagos Sul e Norte e o Plano Piloto. Nas de renda intermediária, como Gama, Guará e Taguatinga, o desemprego passou de 12% para 13%. No grupo das localidades de renda mais baixa, a exemplo do Paranoá e de Santa Maria, o índice subiu de 19,2% para 20,5%.

Últimos 12 meses
De janeiro de 2015 a janeiro de 2016, a taxa de desemprego total mudou de 12% para 16,6%. O contingente de pessoas sem emprego fixo aumentou em 76 mil pessoas, resultado da eliminação de 32 mil postos de trabalho (-2,4%) e do crescimento da população economicamente ativa do DF, com a entrada de 44 mil pessoas (2,9%) na força de trabalho da região.

O estudo foi feito pela Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).

Participaram do anúncio da pesquisa o presidente da Codeplan, Lucio Rennó, o diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas da companhia, Bruno de Oliveira Cruz, a economista do Dieese e coordenadora da PED-DF, Adalgiza Amaral, e o supervisor técnico do Dieese Max Leno de Almeida.

Acesse a íntegra da Pesquisa de Emprego e Desemprego no DF.

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Agência Brasília