Governo do Distrito Federal
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31/08/15 às 12h32 - Atualizado em 29/10/18 às 10h45

Fábrica Social forma 294 alunos

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Grupo faz parte da primeira turma do programa, que funciona desde 2013 e oferece cursos profissionalizantes a pessoas com baixa renda.

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Questionada sobre a profissão, Tatiane Santos da Silva, de 34 anos, responde orgulhosa: costureira. Ela faz parte, ao lado de 293 colegas, da primeira turma de formandos da Fábrica Social. A cerimônia ocorreu na tarde desta sexta-feira (28), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

“Fui encaminhada para o mercado de trabalho, e estou fazendo estágio na área de alta-costura”, conta a moradora de Taguatinga. “Quero continuar me profissionalizando”, ressalta, sobre os planos para o futuro. O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, entregou o diploma para Tatiane e outras 14 alunas, que representaram toda a turma. “Ninguém chega a um momento de vitória como este sozinho; é um esforço coletivo da família, dos amigos, dos professores e, sobretudo, da persistência de cada um de vocês”, disse. Os alunos que se formaram hoje cumpriram no mínimo 75% da carga horária oferecida e tiveram rendimento médio satisfatório.

O período máximo de permanência na Fábrica Social, que funciona desde 2013, é de dois anos. Nesse tempo, o aluno pode se qualificar por meio de cursos nas áreas têxtil e de artigos esportivos: bordado; serigrafia; corte e costura de laminados; confecção de bolas e redes esportivas; corte, costura e confecção de uniformes; e operação e manuseio de máquinas e equipamentos industriais. De acordo com Célio Silva, subsecretário de Integração das Ações Sociais, da Secretaria do Trabalho e do Empreendedorismo, a oferta será ampliada graças a parcerias com a iniciativa privada. “Já estamos montando uma nova estrutura, próximo à antiga, que abrigará 210 alunos em cursos como de marcenaria e construção civil.” Hoje, a capacidade de atendimento do programa é de 1,2 mil pessoas.

O trabalho com a Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra) trouxe outro ganho. Desde 22 de julho, a entidade industrial organiza cursos e oferece mais professores. O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial no DF (Senai), parte do Sistema Fibra, certificou 62 discentes para atuarem no projeto do governo de Brasília.

Autossustentável
Os artigos fabricados pelos alunos, como uniformes escolares, bandeiras, bonés, mochilas, lençóis para hospitais da rede pública e bolas são destinados a ações e programas executados pela administração direta e indireta do DF. Segundo Silva, a Fábrica Social custou ao governo R$ 6,1 milhões nos sete primeiros meses de 2015. Os produtos comercializados renderam R$ 10,5 milhões e ainda há em estoque R$ 2 milhões em mercadorias. “Essa é uma prova de que política pública pode ser autossustentável.”

Francisca Marta de Sousa Silva, de 34 anos, classifica a experiência como muito boa. “Eu tinha o sonho de ser costureira; um sonho simples que consegui realizar por meio da Fábrica”, destaca a moradora de Samambaia, que está em busca de emprego e já passou por algumas entrevistas de trabalho. “Sei que a minha hora vai chegar; tenho colegas que estudaram comigo e estão trabalhando.”

A Secretaria do Trabalho e do Empreendedorismo também ofertou aos formandos cursos e palestras nas áreas de microcrédito; gestão do próprio negócio e da vida financeira pessoal; empreendedorismo e cooperativismo; segurança alimentar; e intermediação de mão de obra via internet.

Participaram da cerimônia de formatura o secretário do Trabalho e do Empreendedorismo, Thiago Jarjour; a secretária do Esporte e Lazer, Leila Barros; o superintendente de governo do Banco de Brasília, Márcio Hipólito de Azevedo; o administrador da Estrutural, Evanildo Macedo; o presidente da Fibra, Jamal Bittar; a presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário do DF, Walquíria Aires; o presidente da Organização das Cooperativas do DF, Roberto Marazi; a deputada distrital Luzia de Paula (PEN); e a deputada federal por Brasília Érika Kokay (PT).

Quem pode participar
A Fábrica Social está vinculada à Subsecretaria de Integração das Ações Sociais, da Secretaria do Trabalho e do Empreendedorismo. Podem participar inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal, no âmbito do DF, com renda familiar per capita de até R$ 140. Quando aberto, o processo seletivo tem destinação de 5% das vagas para pessoas com deficiência, idosos e adolescentes em conflito com a lei.

Os matriculados recebem ajuda de custo para alimentação e transporte e adicionais por aproveitamento individual e assiduidade. Luis Fernando Alves Macêdo, de 23 anos, completará dois anos na Fábrica em abril de 2016. Com o dinheiro que recebe, pretende trabalhar por conta própria. “Comprei os materiais para serigrafia, quero ser dono do meu negócio.”

Fonte: Agência Brasília