Governo do Distrito Federal
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25/02/15 às 17h08 - Atualizado em 29/10/18 às 10h45

Desemprego no DF cresce de 11,7% para 12%

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A PED – Pesquisa de Emprego e Desemprego do mês de janeiro registra o crescimento de 11,7% para 12% no Distrito Federal. Porém, no mesmo mês houve aumento da massa salarial e o número de carteiras assinadas. A pesquisa constatou aumento real de salários para os trabalhadores e que continua em queda o número de trabalhadores domésticos.

De acordo com o secretário do Trabalho e do Empreendedorismo, Georges Michel, a pesquisa reafirma um dado histórico que mostra que 47% dos empregos continuam no Plano Piloto, onde residem apenas cerca de 8% dos moradores do Distrito Federal.

Para o professor da UnB e presidente interino da Codeplan, Aldo Paviani, a mudança da sede do poder para o Buritinga pode trazer outro olhar para as cidades, evitando o deslocamento para o Plano Piloto para trabalhar, comprar, estudar e atendimento médico.

A economista do Dieese – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos e coordenadora da PED, Adalgisa Amaral, diz que o desemprego continua caindo em todas as cidades, ao se comparar com dados de 10 anos atrás. “É sinal de que a política do governo está correta e que precisa ter continuidade”, diz. Outro ponto positivo apontado por ela mostra a queda no emprego doméstico. Em 2005, havia 100 mil trabalhadores no setor. Atualmente, são 81 mil.

A meta principal da Secretaria do Trabalho e do Empreendedorismo, diz Goerges Michel, é evitar a deterioração do mercado de trabalho e o crescimento do desemprego, por meio da oferta de cursos do Pronatec, créditos para microempreendedores e pequenos e médios empresários.

Abaixo os principais dados da PED:

PED-DF JANEIRO DE 2015
EM COMPORTAMENTO TÍPICO PARA O PERÍODO AUMENTA TAXA DE DESEMPREGO
NO DISTRITO FEDERAL
1. De acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego – PED, a taxa de desemprego total no Distrito Federal apresentou pequena elevação, em comportamento típico para o período, ao passar de 11,7%, em dezembro de 2014, para 12,0%, em janeiro de 2015. Segundo as suas componentes, observou-se elevação na Taxa de Desemprego Aberto (de 8,8% para 9,1%) e estabilidade na Taxa de Desemprego Oculto.
2. Em janeiro, estimou-se em 181 mil pessoas o contingente de desempregados no Distrito Federal, 4 mil a mais do que o verificado no mês anterior. Este resultado decorreu da diminuição de postos de trabalho (-11 mil) em número superior à redução da População Economicamente Ativa (-7 mil). A taxa de participação, por sua vez, diminuiu de 61,5% para 61,0%.
3. A análise das taxas de desemprego por grupos de Regiões Administrativas e ordenadas segundo nível de renda, indica que o Grupo 3, que reúne as regiões de renda mais baixa, registrou relativa estabilidade na taxa de desemprego (de 14,7% para 14,9%), entre dezembro de 2014 e janeiro de 2015. Os grupos de regiões de renda mais elevada e de renda intermediária – Grupos 1 e 2,respectivamente – assinalaram aumento de 5,4% para 5,8% e de 8,9% para 9,5% (Grupo2).
4. No mês em análise, o nível de ocupação diminuiu ligeiramente (-0,8%) e o contingente de
ocupados foi estimado em 1.323 mil pessoas. Sob a ótica setorial, esse resultado decorreu da redução na Construção (-8,4% ou eliminação de 7 mil postos de trabalho), no Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (-0,8% ou – 2 mil) e, em menor intensidade, nos Serviços (-0,5%, ou – 5 mil) e do aumento na Indústria de Transformação (2,0% ou a geração de 1 mil postos de trabalho).

5. Segundo posição na ocupação, houve estabilidade no emprego assalariado no mês em análise. No âmbito do setor privado, ocorreu retração no assalariamento sem carteira (-6,7% ou menos 7 mil empregados) e crescimento naquele com carteira assinada (1,5% ou 9 mil). Já no âmbito do setor público observou-se relativa estabilidade do nível ocupacional (-0,4% ou menos 1 mil). Ocorreu redução do número de ocupados entre os autônomos (-4,9% ou menos 8 mil), no agregado demais posições (-1,9% ou menos 2 mil ocupações) e no emprego doméstico (-1,2% ou menos 1 mil)
6. Entre novembro e dezembro, o rendimento médio real dos ocupados aumentou 1,6% (de R$ 2.598 para R$ 2.638) e o dos assalariados 1,3% (de R$ 2.737 para R$ 2.773). O rendimento médio dos Autônomos aumentou 8,4% (de R$ 1.656 para R$ 1.795).
7. A Massa de Rendimentos apresentou crescimento para os Ocupados e Assalariados (2,8% e 2,4%, respectivamente), entre novembro e dezembro de 2014. Em ambas as situações, esse resultado decorreu do aumento do rendimento médio associado ao crescimento do nível de ocupação.