Governo do Distrito Federal
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25/03/15 às 17h16 - Atualizado em 29/10/18 às 10h45

Conheça a PED de fevereiro

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Na manhã de quarta, dia 25 de março, no Sindicato dos Bancários, o DIEESE, a Codeplan e a Secretaria de Trabalho e do Empreendedorismo apresentaram a Pesquisa de Emprego e Desemprego. Participaram da coletiva de imprensa, os economistas do Dieese, Adalgiza lara e Max Leno; o secretário-adjunto da Setrab, Alan Ferreira, e os dirigentes da Codeplan, Lucio Rennó e Aldo Paviani.

Eis o resumo da pesquisa:

PED-DF FEVEREIRO DE 2015
EM COMPORTAMENTO USUAL PARA O MÊS, CRESCE O DESEMPREGO NO DISTRITO FEDERAL

1. Em fevereiro, a Pesquisa de Emprego e Desemprego no Distrito Federal – PED-DF mostrou pequeno aumento da taxa de desemprego total, ao passar de 12,0%, em janeiro, para 12,3%, em fevereiro de 2015. Segundo as suas componentes, observou-se elevação na Taxa de Desemprego Aberto (de 9,1% para 9,6%) e redução na Taxa de Desemprego Oculto (de 3,0% para 2,7%) (Gráfico 1).

2. A população desempregada no mês em análise foi estimada em 184 mil pessoas, 3 mil a mais do que o verificado no mês anterior. Este resultado decorreu da diminuição de postos de trabalho (-7 mil) em número superior à redução da População Economicamente Ativa (-4 mil) (Tabela 1). A taxa de participação, por sua vez, passou de 61,0% para 60,8% (Tabela 1 – anexo).

3. Entre janeiro e fevereiro de 2015, a análise das taxas de desemprego por grupos de Regiões Administrativas segundo nível de renda, indica que o Grupo 3, que reúne as regiões de renda mais baixa, registrou relativa estabilidade na taxa de desemprego (ao passar de 14,9% para 15,0%). Assinalaram ligeiro aumento o grupo de regiões de renda mais elevada de (5,8% para 6,3%) (Grupo 1) e o de renda intermediária (de 9,5% para 9,8%) (Grupo 2) (Gráfico 2).

4. O nível de ocupação diminuiu ligeiramente (-0,5%). O total de ocupados foi estimado em 1.316 mil pessoas, 7 mil a menos do que no mês anterior. Segundo os setores de atividade econômica analisados, houve redução na Indústria de Transformação (-5,8% ou menos 3 mil postos de trabalho) e na Construção (-5,3% ou menos 4 mil postos de trabalho). Observou-se relativa estabilidade nos Serviços (0,1%, ou mais 1 mil postos de trabalho) e estabilidade no Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (Tabela 2).

5. Segundo tipo de inserção ocupacional, o contingente de trabalhadores assalariados apresentou leve oscilação negativa (-0,2% ou menos 2 mil). No setor privado, ocorreu retração no assalariamento com carteira assinada (-0,8% ou menos 5 mil) e dos sem carteira (-2,1% ou menos 2 mil empregados). Já no âmbito do setor público observou-se crescimento do nível ocupacional (1,8% ou mais 5 mil). Ocorreu redução do número de ocupados entre os autônomos (-3,2% ou menos 5 mil) e relativa estabilidade no emprego doméstico (-1,2% ou menos 1 mil) e no agregado demais posições (1,0% ou mais 1 mil ocupações) (Tabela 3).
6. Entre dezembro de 2014 e janeiro de 2015, o rendimento médio real dos ocupados aumentou 2,6% (de R$ 2.659 para R$ 2.729) e o dos assalariados, 2,2% (de R$ 2.795 para R$ 2.857). O rendimento médio dos autônomos aumentou 1,1% (de R$ 1.809 para R$ 1.830) (Tabela 4).

7. A Massa de Rendimentos Reais cresceu para os ocupados e os assalariados (1,6% e 2,0%, respectivamente), entre dezembro de 2014 e janeiro de 2015. Em ambos os casos, esse resultado decorreu do aumento do rendimento médio real, uma vez que o nível de ocupação diminuiu para os ocupados e registrou estabilidade para os assalariados (Tabela 12 – anexo)