Governo do Distrito Federal
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22/02/17 às 17h37 - Atualizado em 29/10/18 às 10h45

Comércio criou 6 mil novos postos de trabalho em janeiro

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 Os demais setores da economia, no entanto, registraram redução na quantidade de vagas, segundo Pesquisa de Emprego e Desemprego divulgada nesta quarta (22)

MARINA NERY E PALOMA SUERTEGARAY, DA AGÊNCIA BRASÍLIA
kjdgher
 
Em Brasília, o nível de ocupação no comércio aumentou 2,5% em janeiro em relação ao mês anterior. A porcentagem equivale a 6 mil novos postos de trabalho — 18 mil a mais que no mesmo período de 2016. Os demais setores da economia, no entanto, registraram queda. A redução foi de 1,7% no número de trabalhadores da área de serviços, de 6% na construção civil e de 6,4% na indústria de transformação — são 18 mil ocupações a menos (1,4 %) no mês.

As informações são da Pesquisa de Emprego e Desemprego no Distrito Federal (PED), divulgada em entrevista coletiva nesta quarta-feira (22). O estudo é fruto de parceria da Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, daCompanhia de Planejamento do DF (Codeplan) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

“Quando a renda de uma família diminui, novos membros precisam procurar emprego, geralmente os mais jovens. Por isso, ainda que as vagas tenham aumentado, a demanda continua sendo maior”Adalgiza Amaral, coordenadora da PED pelo Dieese

Os dados também mostram que a taxa de desemprego total aumentou de 18,6%, em dezembro, para 19,3%, neste mês — o que significa 312 mil pessoas sem emprego. Em janeiro de 2016, o índice era de 15,6%. De acordo com a pesquisa, o aumento se deve à pressão exercida pela entrada de novas pessoas no mercado de trabalho, superior à criação de vagas de emprego.

Nos últimos 12 meses, o nível de ocupação aumentou em 1,6%, o que representa 21 mil novos postos de trabalho. Entretanto, a população economicamente ativa aumentou em 6,3%, ou 96 mil pessoas. Além disso, o rendimento médio real decresceu entre ocupados (-13,1%) e assalariados (-7,5%). “Quando a renda de uma família diminui, novos membros precisam procurar emprego, geralmente os mais jovens. Por isso, ainda que as vagas tenham aumentado, a demanda continua maior”, explicou a coordenadora da PED pelo Dieese, Adalgiza Amaral.

Emprego informal aumentou no ano passado

Ao longo do ano passado, o contingente de assalariados apresentou relativa estabilidade (-0,1%), como resultado do aumento no setor privado (1,6%) e redução no setor público (-3,2%). No privado, no entanto, o contrato sem carteira aumentou 14,1%. Também cresceu o número de empregados domésticos (7,8%) e de autônomos (21,8%).

De dezembro para janeiro deste ano, houve uma redução de 20 mil pessoas no contingente de assalariados do setor privado (3%) e um aumento de 4 mil no setor público (1,4%). Também caiu o número de contratos com carteira de trabalho assinada (-1,8%), sem carteira (-8,5%) e autônomos (-2,2%).“Isso significa que houve uma redução do número de pessoas trabalhando nas categorias de emprego mais formais”, explicou a diretora de Estudos e Políticas Sociais da Codeplan, Ana Maria Nogales. “É um sinal da crise pela qual o País está passando. Os dados servem como base para reforçar as medidas necessárias”, completa.

EDIÇÃO: PAULA OLIVEIRA